Infraestrutura antes do preço: por que o XRP está no centro da nova arquitetura financeira global

Nas últimas semanas, uma série de anúncios institucionais, movimentos regulatórios e avanços de infraestrutura deixou um recado claro: o sistema financeiro global entrou definitivamente na fase de execução. A etapa de testes conceituais ficou para trás. Agora, bancos centrais, grandes instituições financeiras e infraestruturas de mercado estão colocando em produção soluções baseadas em DLT, tokenização e liquidação quase em tempo real.

Nesse contexto, o XRP e o XRP Ledger (XRPL) deixam de ser discutidos como ativos isolados e passam a ser analisados como componentes de infraestrutura.

O fim da padronização e o início da execução

A adoção global do padrão ISO 20022 é frequentemente descrita como "o fim do começo". Não porque resolve todos os problemas, mas porque encerra a fase de padronização da linguagem financeira. Com mensagens ricas, estruturadas e interoperáveis, o gargalo deixa de ser a comunicação entre sistemas e passa a ser a liquidação.

Mensagens não movem valor. Infraestrutura, sim.

É exatamente nesse ponto que soluções como o XRPL ganham relevância. Enquanto redes tradicionais continuam focadas em mensageria e reconciliação posterior, o XRPL foi desenhado para liquidação quase instantânea, com finalidade determinística, custos previsíveis e operação 24/7. ISO 20022 organiza os dados; o XRPL resolve o settlement.

SWIFT, DLT e a convergência inevitável

Os anúncios recentes da SWIFT sobre novos padrões para pagamentos internacionais de consumidores reforçam essa leitura. O discurso gira em torno de velocidade, previsibilidade e transparência - pilares que já são operacionais em redes DLT maduras.

O futuro dos pagamentos globais não é "SWIFT ou blockchain". É SWIFT sobre blockchain, mantendo a mensageria enquanto a liquidação migra para infraestruturas mais eficientes. Nesse cenário, o XRPL surge como uma camada lógica de liquidez e settlement, sem exigir que o sistema financeiro seja reinventado do zero.

Não se trata de ruptura, mas de convergência institucional.

Bancos centrais, CBDCs e o problema real da interoperabilidade

À medida que CBDCs avançam, fica evidente que cada banco central está construindo sua própria infraestrutura soberana. Isso cria ilhas monetárias digitais. O desafio não é a existência das CBDCs, mas a interoperabilidade cross-border entre elas.

É nesse ponto que o XRP se posiciona como asset-bridge neutro. Em vez de depender de bancos correspondentes, o XRP permite liquidação quase instantânea entre diferentes sistemas, reduzindo fricções, custos e riscos operacionais. Infraestrutura neutra, interoperável e global passa a ser um requisito, não um diferencial.

Regulação como vantagem competitiva

Outro sinal inequívoco de maturidade vem do campo regulatório. A aprovação da Ripple junto à Financial Conduct Authority (FCA) no Reino Unido, incluindo licença EMI e registro de criptoativos, não é um detalhe burocrático. É um filtro rigoroso que a maioria das empresas do setor não consegue atravessar.

Regulação, nesse estágio, deixa de ser obstáculo e passa a ser vantagem competitiva. Ela habilita operação bancária direta, contratos institucionais, pagamentos regulados e escala real. A fala de Monica Long é clara: infraestrutura end-to-end regulada permite custodiar, movimentar, negociar e fazer on/off-ramps de ativos digitais em escala global.

Compliance não freia adoção. Ela a viabiliza.

Tokenização entra no core bancário

A decisão da BNY Mellon de lançar serviços de depósitos bancários tokenizados, com a Ripple Prime entre os primeiros adotantes, marca um ponto de inflexão. Ativos digitais deixam de orbitar o sistema financeiro tradicional e passam a entrar no core bancário.

Custódia, liquidez e programabilidade começam a coexistir dentro das próprias instituições. Tokenização deixa de ser conceito experimental e passa a ser infraestrutura operacional.

ETFs, fluxo institucional e sinais de maturidade

No mercado de capitais, os ETFs de XRP reforçam essa leitura. Desde o lançamento, o produto acumulou o maior número de dias consecutivos de entradas líquidas já registrado entre ETFs cripto, superando BTC e ETH nesse critério. O primeiro dia de saída líquida encerra a sequência, mas não invalida o sinal: houve demanda institucional sustentada.

Fluxo consistente não é narrativa. É evidência de interesse estrutural.

O preço como variável de eficiência, não especulação

Um ponto frequentemente mal compreendido foi explicado anos atrás por David Schwartz: em pagamentos institucionais, o custo real não está no preço nominal do ativo, mas no impacto de mercado, na liquidez e na eficiência operacional. Um ativo excessivamente barato exige grandes quantidades para mover valor, aumentando slippage, instabilidade e custo final.

Preço mais alto, nesse contexto, não é especulação. É engenharia financeira para escala global.

A visão de longo prazo da Ripple

Brad Garlinghouse foi direto ao resumir o momento: aquisições como Ripple Prime e GTreasury não são eventos pontuais, mas pilares para acelerar o Internet of Value. Com um dos portfólios regulatórios mais completos do setor, agora reforçado pela licença EMI no Reino Unido, a Ripple entra em 2026 preparada para operar, integrar e escalar junto ao sistema financeiro global.

Enquanto muitos ainda perseguem ciclos de curto prazo, a Ripple investe em infraestrutura, modernização do encanamento financeiro e ativos digitais com utilidade comprovada, como XRP e RLUSD.

Conclusão: infraestrutura vem antes do preço

Quando se conecta ISO 20022, SWIFT, bancos centrais, CBDCs, tokenização bancária, regulação, ETFs e liquidez, o desenho fica claro. O mercado está migrando para um modelo onde dados ricos, liquidação em tempo real e interoperabilidade global são requisitos básicos.

Nesse ambiente, o XRP não é uma aposta especulativa isolada. Ele é uma peça funcional dentro de uma arquitetura financeira em transformação.

Infraestrutura vem antes do preço. Execução vem antes da narrativa. E a adoção institucional é consequência, não promessa.

Este conteúdo é exclusivamente educacional e não constitui recomendação de compra ou venda de quaisquer ativos. Sempre faça sua própria pesquisa e consulte fontes oficiais ao avaliar produtos como ETFs, ETPs ou serviços de custódia.

Publicado em 10/01/2026